   

{"id":1602,"date":"2021-08-25T11:33:37","date_gmt":"2021-08-25T14:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/?p=1602"},"modified":"2021-08-25T11:38:03","modified_gmt":"2021-08-25T14:38:03","slug":"para-onde-foram-nossas-matas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/2021\/08\/25\/para-onde-foram-nossas-matas\/","title":{"rendered":"Para onde foram nossas matas ?"},"content":{"rendered":"\n<p> REVISITANDO O CACHOEIRO ANTIGO <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 9 de dezembro de 1921 a Estrada de Ferro Itapemirim, publicou que estava aceitando propostas para o fornecimento de 8.000 dormentes, para entrega mensais de 700 unidades.<\/p>\n\n\n\n<p>As madeiras consideradas pela Estrada eram as seguintes: \u201cAngelina Pedra, Arapoca Amarela ou Guarataia, Arco de Pipa, B\u00e1lsamo ou \u00d3leo Vermelho, Brasil ou Pau Brasil, Bra\u00fana Parda, Gra\u00fana Parda, Gra\u00fana Preta, Cabi\u00fana, Caboclo ou Ip\u00ea Rosa, Canela Capit\u00e3o Mor ou Canela-Puante, Canela Prego, Canela Preta, Carobu\u00e7u ou Ip\u00ea Turum\u00e3, Funcho Preto, Gibat\u00e3o Vermelho ou Ubat\u00e3o Vermelho, Ip\u00ea Preto ou Ip\u00ea Una, Ip\u00ea Tabaco, Itapicuru Amarelo ou Guarabu Amarelo, Jacarand\u00e1 Rosa, Jacarand\u00e1 Roxo, Jacarandat\u00e3, Jata\u00ed Roxo ou Jatom\u00e1 Roxo ou Jata\u00ed Peba, Narindiba Ip\u00ea, Pau Ferro, Peroba Rosa ou Sobro, Roxinho Ouro Roxo Preto (excluindo o Guarubu ou Roxinho Claro), Sapucaia, Sapucaia Vermelho ou Inho\u00edba de Rego, Sobrasil, Sucupira Preta, Sucupira Amarela, Tapinho\u00e3, Urucurana Roxa, Urunde\u00fava ou Aroeira do Sert\u00e3o, Aprai\u00fa ou Paraju Roxo ou Massaranduba Rosa, Ararib\u00e1 Rosa, Folha Larga ou Mangal\u00f4, Garapa Amarela, Peroba Amarela, Orelha d\u2019on\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/revistavocemais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/NossasMatas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1603\" width=\"474\" height=\"421\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Madeiras de alta qualidade eram utilizadas para fazer dormentes. Certos nomes nem s\u00e3o encontrados em nossos dicion\u00e1rios. Que riqueza as nossas matas! \u00c1rvores seculares que ostentavam incalcul\u00e1vel valor em madeiras de lei e esp\u00e9cies variad\u00edssimas. \u00c9 lament\u00e1vel dizer, entretanto, que o patrim\u00f4nio florestal do munic\u00edpio, em pouco mais de um s\u00e9culo, foi esbanjado perdulariamente com derrubadas indiscriminadas, trazendo reflexo ao regime das \u00e1guas e \u00e0 qualidade as terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas dessas madeiras, que as Estradas de Ferro usavam para dormentes, n\u00e3o mais existem no munic\u00edpio e nunca mais ser\u00e3o encontradas. O reflorestamento e a prote\u00e7\u00e3o das matinhas que restam, n\u00e3o t\u00eam sido apontado com aten\u00e7\u00e3o. O munic\u00edpio n\u00e3o promove a guarda e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do que ainda resta do seu patrim\u00f4nio florestal, patrim\u00f4nio que nos veio de \u00e9pocas remotas, inteiramente de gra\u00e7a. Ainda bem que as locomotivas de hoje n\u00e3o s\u00e3o como as de antigamente, em vez de lenha queimam \u00f3leo diesel. Mesmo assim, dentro de mais alguns anos, teremos um solo pelado e sovado, e, quem sabe, mais adiante, nos s\u00e9culos vindouros, um munic\u00edpio com o sol esturricando a terra. E faz pena se ver, como h\u00e1 poucos dias, o fogo devorando uma parte da matinha, a \u00fanica que ainda se avista do centro da cidade, que ningu\u00e9m sabe desde quando, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; mas h\u00e1 de ser de \u00e9poca anterior a esta gera\u00e7\u00e3o, contempla o rio Itapemirim l\u00e1 do alto do morro, onde est\u00e3o as repetidoras de TV. \u00c9 um cen\u00e1rio que vem do Cachoeiro antigo e vai-se acabando aos pouco. A natureza sempre foi pr\u00f3diga em acumular riquezas e trabalhou mil\u00eanios para construir tudo que o homem est\u00e1 destruindo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cUma cidade que n\u00e3o constr\u00f3i sua mem\u00f3ria, n\u00e3o pode ter identidade pr\u00f3pria\u201d.<\/p><cite>Professor e Historiador Manoel Gon\u00e7alves Maciel<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p> Cr\u00e9dito ao Autor, <strong><em>Professor e Historiador Manoel Gon\u00e7alves Maciel. <\/em><\/strong><br>Publicado originalmente em seu antol\u00f3gico livro \u201dVoltando ao Cachoeiro Antigo\u201d, volume II, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o, p\u00e1ginas 119 e 120. Garimpamos e publicamos essa mat\u00e9ria na Voc\u00ea+ Digital por autoriza\u00e7\u00e3o especial da sua filha Dra. Margareth. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<div class='watch-action'><div class='watch-position align-left'><div class='action-like'><a class='lbg-style1 like-1602 jlk' href='javascript:void(0)' data-task='like' data-post_id='1602' data-nonce='60ba9dd616' rel='nofollow'><img class='wti-pixel' src='https:\/\/revistavocemais.com.br\/wp-content\/plugins\/wti-like-post\/images\/pixel.gif' title='Like' \/><span class='lc-1602 lc'>0<\/span><\/a><\/div><\/div> <div class='status-1602 status align-left'><\/div><\/div><div class='wti-clear'><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REVISITANDO O CACHOEIRO ANTIGO No dia 9 de dezembro de 1921 a Estrada de Ferro Itapemirim, publicou que estava aceitando propostas para o fornecimento de 8.000 dormentes, para entrega mensais<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":1603,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[16,24],"tags":[],"class_list":["post-1602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","category-meu-cachoeiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1602"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1605,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions\/1605"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistavocemais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}